Refletindo um pouco sobre desenvolvimento infantil

Essa semana minha gorducha começou a engatinhar, 6 meses, e já se desloca com muita graça e pega o que quer, não pode dar um mole perto dela que ela passa a mão no que vê pela frente, é uma delicia ver esse serzinho que nasceu ontem, hoje já se defendendo dessa forma.
Leio muito e adoro ler, não acho prejudicial se informar, acho que toda mãe tem ou pelo menos deveria ter um filtro, ou um sentimento de paz, ou “sexto sentido” do que é melhor para o seu filho, dito isto se você é uma mãe do sêculo 21 e está lendo um blog, provavelmente já leu algum site ou revista com o que o seu filho deve está fazendo neste momento, e eu sou uma daqueles que eventualmente faço um post de dicas que relaciona algum tipo de desenvolvimento, ou alguma dica que no meu ponto de vista é o que jugo ser o melhor, bem, segura a linha de raciocinio aí e volta comigo no fato da Bebeca está engatinhando, é normal?, é precoce?, é tardio?, significa que ela é um genio ou que vai ser uma espuleta e deixar todo mundo de cabelo em pé?
Com toda a sinceridade do mundo, não tenho absolutamente nada a ver com esse desenvolvimento dela, uma amiga me perguntou se a deixo de barriguinha para baixo para se exercitar, deveria deixar mais, mas não deixo, ela fica muito no colo, na cadeira de balanço infantil (um salva vidas da mãe que tem que se dividir em 50), e no carrinho de bebe, ela começou engatinhar por que quis e pronto.
Analisando um pouco sobre esse tema de desenvolvimento, em um daqueles momentos em que todas as crianças decidem falar alguma coisa ao mesmo tempo, parei e com o olhar fixo no nada a minha cabeça refletia e refletia, até que tive que parar de tanto refletir e fazer as 15 coisas que deixei pela metade antes que o caos tomasse conta,  em algum outro periodo do dia pensei mais um pouco sobre a questão até sentar na frente do computador e por todas essas reflexões neste texto para vocês.
Eu tenho uma nessecidade de afirmação, adoro saber que faço algo bem, e ser notada por isso, e certa vez li em um blog, claro, que não é bom ficarmos com  todos os créditos sejam eles positivos ou negativos das conquistas ou derrotas dos nossos filhos, é muito legal quando depois de passar o fim de semana inteiro desfraldando uma criança nos damos conta que o trabalho foi bem feito e damos adeus para as fraldas, no fim do dia você pode falar com orgulho que VOCÊ DESFRALDOU seu filho, neste caso tudo cooperou, e é só alegria, outro exemplo seria seu filho bate no amiguinho do parquinho, você fica sem graça, adverte seu filho, que aquilo é errado, e pode até não verbalizar mas no fundo a culpa do seu filho ter se descontrolado e batido no amiguinho é sua, e que culpa, ainda que esteja  no rank imaginario de “boa mãe” um único epsodio joga pelo ralo anos de dedicação, você agora se sente a pior mãe do mundo e nem sabe se vai ter mais filhos, e o drama se estende e vira uma tortura, a criança aprende a falar cedo, de quem é o merito? da mãe que deve estimular o filho com as tecnicas mais modernas do mundo, e se o bichinho não fala? a culpa é da mãe que deve ser uma muda e desinteressada que não conversa com seu filho ou o igonora completamente, o filho come sozinho? muito bem você é excelente, merece uma medalha, ihhh ele não come feijão? você é uma megera, está no colo? mimado, está no carrinho? largado, está no colo? bem cuidado por uma mãe atenciosa, está no carrinho? muito bem porque criança no colo é mimada… aaaaaahhhhh
Como manter a sanidade diante de tanta pressão?
O que é super certo hoje amanhã é errado, e que funciona para a vizinha não dá certo de jeito nenhum na sua casa, o livro da moda não tem nada a ver com o que você pensa, ou sei lá você faz tudo aparentemente igual a boa parte do seu círculo de convivência e ainda assim bate as neuras.
Como o intuito aqui é refletir, não tenho nenhuma resposta, nenhumazinha sequer, sigo em frente, olho para os lados e fixo meus olhos no alto, se tem alguém que vai me guiar, esse alguém eu conheço bem.
Acordo cedo, não tão cedo quanto gostaria, pego um livro grosso com capa de couro, leio alguns versículos, faço uma oração e me perco na lista de afazeres que brota na minha cabeça, e escuto uma vozinha aguda pedindo pão, e o dia se desenrola com todos os seus percalços, agradeço antes de cair em um sono profundo e bem no fundo sei que no final tudo vai dá certo!

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