Dói (Por Marcella Alvim)

Marcela escreve textos lindos,  simples e que tocam o nosso coraçãozinho de mãe, obrigada por nos presentear Marcela, você  é  uma mãe incrível!

Dói.
(Marcella Alvim Mendes)

Ser mãe dói.
Sim, era isso que alguém devia ter me falado antes de eu engravidar.
Não falo somente das dores na coluna, na dor no estômago, na dor do parto… As dores físicas doem, e muito, mas as dores emocionais são muito piores.
Dói você olhar seu corpo ir se modificando, as roupas não caberem mais. É por um motivo maravilhoso e sublime, mas dói.
Dói você ter que esperar tanto tempo. Para fazer a próxima ultra, pra saber o sexo, pra ver se está encaixado, pra conhecer aquele seu bebezinho tão amado e esperado. Demora!
Dói quando você consegue engravidar e alguém que você goste muito não conseguir. Você queria tanto, mas ela também. E isso aperta o coração.
Dói quando você vê as notícias no jornal, e o mundo está cada dia mais assustador. Você se lamenta por saber que o seu “bebê” não vai poder jogar bola na rua até tarde, não vai poder andar tranqüilo pelas ruas porque tem tanta gente fazendo todo tipo de maldades por aí… É cruel!
Dói quando você se vê sem seu “bebê”. Ele já não está dentro de você, já não tem necessidade de você. E crescimento dos filhos dói pra uma mãe.
Dói ter tantos afazeres, dentro e fora de casa, que nos afastam dos nossos “bebês”, quando tudo que nós queríamos era estar ali, presente a cada avanço do seu desenvolvimento, jogadas no chão da sala, brincando e curtindo.
Dói ver o tempo correr. Num dia se descobre a gravidez. No outro, o bebê nasce. Num outro, já está fazendo aniversário, falando e correndo. A noção de tempo pras mães é totalmente sem lógica.
E assim, com o passar do tempo, as dores vão mudando, mas nunca acabam. Tem a dor por não poder tirar a dor do filho, tem a dor pelos fracassos diante das dificuldades, tem a dor de ver um coração partido, tem a dor da separação depois de crescidos, a dor da saudade… Uma lista sem fim!
Mas e as alegrias da maternidade? São tão infinitas, são tão deliciosas, que curam qualquer dor.
Que dor resiste a um sorriso banguela? Que dor não vai embora quando nos vemos naqueles olhos profundos e sinceros? Tantos encantos em um serzinho tão indefeso. Tantas declarações de amor, feitas de tantas formas…
E as dores se enfraquecem. O sorriso retoma os lábios. O coração fica em paz…
Porque nenhuma dor resiste ao amor. Ao maior amor do mundo.

 

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